Domingo, Abril 06, 2008
distração no plantão ou testes, adoro

You are The Star
Hope, expectation, Bright promises.
The Star is one of the great cards of faith, dreams realised
The Star is a card that looks to the future. It does not predict any immediate or powerful change, but it does predict hope and healing. This card suggests clarity of vision, spiritual insight. And, most importantly, that unexpected help will be coming, with water to quench your thirst, with a guiding light to the future. They might say you're a dreamer, but you're not the only one.
What Tarot Card are You? Take the Test to Find Out.
posted by Observadora |
3:55 PM
Terça-feira, Fevereiro 19, 2008
osso duro de roer
e aí, remando contra a maré, "tropa de elite" ganhou o urso de ouro em berlim. ok, notícia velha já, mas impossível de ser passada em branco. quando eu fui ver o filme, estava achando tudo já sobre ele. conhecia os bordões, lia todas as acaloradas discussões, tinha um discurso pronto a respeito do quão fascista o capitão nascimento é, já estava antipatizando de antemão e, sem ver, já estava comparando "tropa" a "cidade de deus", outro que me deixou tão desnorteada quanto, mas para o mal (ouvir risadas do público na hora em que o bando do zé pequeno promove um massacre no motel foi a gota d'água para eu não gostar do filme, apesar do deleite estético que ele provoca). enfim. entrei na sala escura e...
... o capitão nascimento me deu um tapa na cara.
falem o que quiser, o filme é foda. foda porque incomoda, porque dá uma visão escrota do mundo, mostra como é a cabeça da polícia e que muita gente por aí compartilha. a visão de mundo que o filme mostra é reacionária e babaca, simplista, que ridiculariza o trabalho das ongs nas comunidades, que acha que a classe média é formada por um bando de hipócritas, enfim, sobra pra todas as parcelas da sociedade, e afeta diretamente os cariocas, que vivem no meio do fogo cruzado causado pela guerra farsesca entre a pm e o tráfico. o filme dói porque é cruel, porque generaliza. e fascina pela atuação soberba do wagner moura, pelo roteiro ágil, pela trilha sonora, pelos bordões que impregnaram o cotidiano. fascina porque, mesmo que eu não concorde com os termos, mostra que está todo mundo atolado na mesma merda.
se eu concordo com aquilo que foi mostrado? é claro que não. duvido que o josé padilha, autor de "ônibus 174", um dos melhores documentários que eu já vi, concorde também. mas eu tenho discernimento o suficiente para saber que o filme é uma história sendo contada. e a narração em off deixa claro quem é que está contando tudo ali. portanto, aplaudo de pé o prêmio e espero ver mais coisas do nível. e que o filme ajude, com a repercussão que causou desde antes de ficar pronto, a mudar a realidade perversa que a gente vive na cidade da beleza e do caos. e para os babacas analfacinematográficos que gritam "caveira!" no cinema e querem ser do bope por causa do filme, espero que parem todos no saco. nunca serão.
posted by Observadora |
6:12 PM
Sexta-feira, Janeiro 11, 2008
welcome to the jungle
surto de febre amarela é o fim. depois reclamam dos gringos desenvolvidos verem isso aqui como uma grande floresta tropical cheia de mulher pelada.
por essas e outras que eu vou passar minhas *férias* na europa (ay, caramba!).
posted by Observadora |
5:15 PM
Quinta-feira, Janeiro 10, 2008
pitacos (em tempo de fashion rio)
todo mundo sabe que a década de 80 é a chamada década perdida. mas por que diabos acharam legal recuperar os anos em que era bonito vestir legging, usar cores metálicas e fluorescentes, calça de cintura alta, balonê (meu deus, que crime é o balonê), além de outras atrocidades que não me ocorrem agora? como ficam as moças discretas como a que vos fala, impossibilitada de comprar, na estação que lhe é a preferida? e aí que você fica se achando uma criminosa por que não, você não quer uma sandália azul-cobalto nem verde-pilot, muito menos amareeeela, mas sim uma simplória caramelo? ainda por cima inventaram coisas horrorosas, como é essa tal de sandália-bota, usada pelas mais fashionistas (ou fashion victim, na minha humilde compreensão). me deparei com uma outro dia e quase fiquei cega. como diria o coronel kurtz, o horror, o horror. outro dia tentei comprar uma mísera blusa um pouco mais justinha, pra usar com saia, e simplesmente não consegui. as lojas só estão vendendo coisas bufantes e batas que batem no joelho. pior de tudo mesmo são as pessoas que acham que podem usar impunemente essas coisas todas. alô, mocinhas roliças: aquela skinny incrível nem a ousada cintura alta lhes servem. balonê, só pras muito magras (e mesmo assim, desconfio do caráter de quem usa balonê). blusas enormes? hahahaha ok, ok. daí que a conclusão que a gente tira de assunto tão vital e palpitante é que fica terminantemente proibido a pessoas com um mínimo de bom senso em relação ao corpo (mal aê, minha bunda é grande, e eu gostcho!) fiquem passeando por aqui com modelitos last season. céus. isso porque eu nem falei da invasão das bolsas prateadas...
posted by Observadora |
3:28 PM
Quarta-feira, Janeiro 02, 2008
fast food
- almocei só salada. era uma salada gigante que não me deixou com apetite até agora, quase sete da noite, mas eu juro que não foi do tipo batata com queijo e macarrão. folhas verdes, cenoura, filezinho de frango e tals. agora falta reunir a disposição para acordar cedo e correr. mas eu vou conseguir, tenho fé. o meu grande estímulo está no nome do meu projeto verão, que agora, por questões climáticas óbvias (o verão já chegou hohohoho), passou a ser "25 anos com corpinho de 18". porque como diz uma amiga minha, depois dos 25 é ladeira abaixo. tenho até julho para perder meus 200 quilos extras. promessa feita em público (??), olha a responsa!
- e aí que o réveillon teve cinco feridos e um morto por projéteis aleatórios, mais conhecidos como balas perdidas, uma mulher caiu da varanda (caralho, que morte estúpida), gente assaltada, a contagem regressiva não funcionou... that's rio, baby. enquanto isso, os jornais de são paulo se vangloriavam da virada na avenida paulista, com mais gente que em copa (segundo eles) e sem ocorrências graves. porra, a vista dos fogos numa das praias mais conhecidas (e convenhamos, meio cafona, mas charmosa) do mundo perder pruma muvuca numa rua asfaltada com show do leonardo é dose... se nada mais faz efeito, ao menos isso devia ter gerado providências urgentes das autoridades.
- devorei "o romance morreu", do rubem fonseca. destaque para o texto da pipoca e o último, contando a infância de josé. de ler com um sorriso no rosto.
- quem teve coragem de assistir "o amor nos tempos do cólera"? eu ainda não tive.
posted by Observadora |
7:00 PM
Sexta-feira, Dezembro 28, 2007
lista
ah, nessa época do ano é irresistível. o subtítulo de 2007 poderia ser "o ano em que virei adulta". e o de 2008 promete ser "grandes metas, grandes esforços".
eis:
- melhor notícia do ano: meu primeiro emprego. o objetivo agora é marcar as férias!
- pior notícia do ano: ter que estar na redação às 7h do dia 1 de janeiro.
- melhor viagem: trindade, em abril.
- pior viagem: europa, que não vai acontecer ano que vem por falta de grana.
- melhor aquisição: um vestido lindo florido roxo, amarelo e rosa que eu tenho que parar de usar para não queimar. fútil, e daí?
- pior aquisição: uns cinco quilos que eu não consegui perder ao longo do ano porque sou uma comilona que não merece viver.
- melhor show/noite: chico buarque no canecão, em janeiro.
- pior show/noite: o réveillon do ano passado, debaixo de chuva numa ipanema lotada e caótica. o réveillon desse ano, que não vai existir.
- melhor filme: "tropa de elite" vence no top of mind. destaque para "o cheiro do ralo", "ratatouille", "baixio das bestas" e "viagem a darjeeling", além de "à prova de morte" (tarantino mon amour), visto no festival do rio.
- pior filme: durante o ano a gente acaba assistindo muito lixo, mas "o passado", visto recentemente, foi amargo. "anjos do sol" também doeu, mas acho que é do ano passado e eu vi em dvd.
- melhor livro: li pouco, mais do que ano monográfico passado, pelo menos. "a sangue frio", do capote, foi o mais foda. em segundo lugar, "o passado", de alan pauls, que o babenco quis estragar no cinema e conseguiu. destaque para "harry potter e as relíquias da morte" (a-do-ro).
- pior livro: não leio livros ruins até o final. na verdade, não leio livros ruins. *momento pedante*
- melhor surpresa: ter sido contratada em uma das editorias mais legais do jornal.
- pior surpresa: minha escala de trabalho no ano novo de novo pode, né? a lista é minha...
- sucesso absoluto: o namoro. de vento em popa.
- fracasso total: não ter juntado um centavo ao longo do ano.
- fica para o ano que vem: a dieta que vai me transformar numa sílfide novamente, os óculos de grau novos, a pós-graduação, as férias, mudar de casa, sair de casa em seguida. como diria willy wonka, tanta coisa pra fazer e tão pouco tempo...
posted by Observadora |
4:33 PM
Quarta-feira, Dezembro 12, 2007
ai, dezembro
foi dada largada do mês das sobras, dos restos, do finzinho. traz o ultimato do "ou empurra com a barriga de vez ou resolve", sendo o "resolve" tudo aquilo que evitamos durante o ano inteiro, cujo tempo provavelmente foi gasto com as coisas erradas, tentando deixar nossa existência minimamente mais agradável e feliz, mas que no fim, não que não tenha sido minimamente agradável e feliz -- o problema é o minimamente. dezembro ofusca, seja pelo calor escaldante de dia, seja pelas lâmpadas incandescentes piscantes da noite. é kitsch, quente e caro. é o momento ideal para a histeria coletiva, para o caos, mas não como o carnaval, que tem um quê de anarquia libertária, mas de uma felicidade neurótica obrigatória, das necessidades supérfluas desenfreadas, das dívidas. pode ser de recomeço, de pazes, de perdão -- para poucos abnegados. dezembro é o mês dos balanços, dos resultados, das novas-velhas promessas falsas, da ressaca, das pendências, das listas. é a intensidade do ano inteiro que fica comprimida em poucos dias, dezembro nunca deveria ter trinta dias, porque na verdade tem trezentos, na verdade tem quinze. mas em dezembro a festa não termina. é tempo de pé na jaca, de intoxicação. dezembro é foda. tosta, arde, sua, embriaga. dezembro é o mês que, sem ter outra alternativa, expia seus pecados (e os nossos) acabando em fogos de artifício.
posted by Observadora |
4:48 PM
Quarta-feira, Outubro 17, 2007
subversão
adoro relógios parados. ou que não funcionam direito. que nem meu despertador hoje, que marcava, displicentemente, 5h45m enquanto eram 8h da manhã (já troquei as pilhas depois de uma leve taquicardia). porque eles têm a função mais importante do mundo, mas páram. e não funcionam. e não marcam o tempo, o precioso tempo, direito.
me dá uma sensação de "se até eles podem, eu posso".
posted by Observadora |
4:14 PM
Quinta-feira, Outubro 04, 2007
tic tac tic tac
decidi apagar esse post por conta da chatice nele incluída. grata pela atenção,
posted by Observadora |
2:46 PM
Segunda-feira, Julho 09, 2007
Desabafo
CAGUEI pro Cristo. Maravilha? Perto de Macchu Picchu, Taj Mahal, muralha da China? Rá! Brasileiro é muito péla saco mesmo.
posted by Observadora |
10:42 PM
Domingo, Junho 24, 2007
Vênus, Marte
Dia desses no ônibus de volta pra casa acompanhei, como quem não quer nada, a discussão de um casal de namorados adolescentes (ouvir conversas alheias é um daqueles prazeres pouco confessáveis, mas irresistíveis). A história girava mais ou menos sobre o fato de que ele havia se encontrado com a ex em algum momento, e ela estava puta porque a ex é do tipo "fantasminha camarada" (aliás, o pior tipo. Agradeço sempre aos céus por não passar por isso) e ele não fazia nada para evitar tal joselitagem do passado. A grande questão aqui é que, não importa o quão certo ou errado o menino estava, ela estava arrasando com ele na base da argumentação. Pegava cada falha de justificativa e jogava na cara dele, por vezes até distorcendo os fatos, mas a força dele, já desmoralizado, para rebater, não existia. É isso, homens: convençam-se que numa discussão, não tem pra ninguém. Nós, mulheres, passamos a vida tagarelando umas com as outras sobre as Grandes Questões Da Vida, e aprendemos com essa carga de conversas íntimas a argumentar de forma incisiva, coisa que os papos sobre futebol, mulher gostosa e video game não fizeram por vocês. Ok, eu estou generalizando. Não conversamos apenas sobre relacionamentos, assim como os homens vice-versa. Mas é a pura verdade, apenas uma constatação. Na discussão, não tem pra ninguém. Ganhamos os homens no papo fácil, fácil (que o meu não me ouça hehehehe).
posted by Observadora |
7:52 PM
Sábado, Junho 02, 2007
Descobriram a pólvora
O amor dói. Leia aqui e aqui.
Eu já sabia disso tudo. HA. Que mulher equilibrada eu sou, que relacionamento saudável eu tenho! *momento de autoglorificação desmensurada e esquizóide*.
posted by Observadora |
3:49 PM
Quinta-feira, Maio 10, 2007
Curtas
- Tá frio, caralho. Dez graus Celsius me abandonaram de ontem pra hoje. Detesto o inverno. E a chuva. E usar tênis. E carregar sempre um guarda-chuva. E ter que usar um protetor labial, porque fico com a boca toda rachada e vermelha. Só o cabelo que fica bom. Isso é verdade. Mas só se não chove.
- Não consigo parar de ler "A sangue frio", do Capote. Sensacional.
- Alguém quer ir ver "Baixio das bestas"?
posted by Observadora |
8:54 PM
Bicho estranho
Estou começando a entrar naquele terreno perigoso em que a convivência me obriga a me comunicar com as pessoas. Não, não sou uma ermitã. Mas estou longe de querer travar grandes conversações com as pessoas da minha academia, composta basicamente de patricinhas de calças de ginástica floridas, gordinhos querendo ficar fortinhos/saradinhos (mais ou menos o meu caso, hehehe) e fortinhos querendo ficar mais fortinhos. É claro que eu não estava esperando encontrar nenhum grande filósofo na esteira, mas se tem uma coisa que a idade vai te dando ao longo do tempo é a capacidade de nao sentir culpa em não se obrigar a certas coisas se você não quiser. Eu tenho o direito de ser escandalosamente anti-social. E de falar coisas como "Me senti num barco viking" para o meu instrutor depois de usar aquele aparelho conhecido como "remada" pela primeira vez, ou então "eu tenho certeza que os protótipos destes aparelhos foram máquinas de tortura".
(Faço charme, mas eu bem gosto de malhar...)
posted by Observadora |
8:53 PM
Quarta-feira, Abril 04, 2007
Ai, que obsessão.
Escrever um pouco melhor que a média garante o meu sustento, mas não é suficiente.
Eu quero escrever bem.
Cada vez melhor.
Eu quero que as palavras me respeitem, e me obedeçam confortavelmente.
Eu quero conseguir dizer o que eu tenho pra dizer.
Eliminando as gorduras, as arestas.
Eu quero controlar o que escrevo, e escrever com exatidão. Porque as palavras, essas safadas sádicas, não têm controle.
Será possível?
posted by Observadora |
10:39 PM
|
 |
|
 |
 |